Núclea

black

Segurança de API: 6 práticas para controlar os riscos

As APIs são aplicações essenciais para a integração entre sistemas, programas e plataformas. Versáteis, são utilizadas por algumas das maiores empresas do mundo e também por empreendedores buscando seu espaço no mercado.

 

No entanto, algumas ações são cruciais para garantir a segurança dos sistemas. E é isso que mostraremos neste conteúdo.

 

A seguir, você vai conferir os principais ataques que podem comprometer a segurança de API e também as medidas que devem ser tomadas para proteger os sistemas. Siga a leitura!

Quais são os principais riscos à segurança de API?

 

As APIs são ferramentas fundamentais para a integração de softwares e plataformas. Contudo, como toda tecnologia de ponta, também estão sujeitas a riscos, que devem ser mitigados para que a empresa não paralise suas atividades.

 

Vamos conhecer as principais ameaças, como os ataques mais comuns que podem ocorrer às aplicações e também as medidas de cibersegurança para proteger APIs. Acompanhe.

 

Ataque de injeção

 

Quando os desenvolvedores da API não limitam as entradas a determinados aplicativos, os hackers podem realizar um ataque de injeção. Isso ocorre quando o criminoso envia um script ao servidor com uma solicitação fraudulenta para acessar o programa.

 

Ataque de autenticação roubada

 

APIs configuradas com padrões de autenticação errôneos geram vulnerabilidades às empresas que as utilizam. Essas organizações precisam bloquear o acesso dos hackers às APIs, para que os dados dos seus clientes não sejam roubados.

 

Processos de autenticação inadequados também tornam a empresa vulnerável aos chamados “ataques de força bruta”, abordagens de tentativa e erro nas solicitações, também muito utilizadas por hackers. Os criminosos mais perspicazes conseguem invadir sistemas por meio dessa modalidade.

 

Ataque Man-in-the-Middle (MITM)

 

Problemas na configuração de sessões seguras e a utilização da criptografia SSL/TSL com a configuração incorreta são algumas vulnerabilidades que tornam a empresa suscetível aos ataques conhecidos como Man-in-the-Middle (MITM).

 

Esse ataque, quando bem-sucedido, possibilita que os hackers tenham acesso às mensagens entre cliente e empresa, por exemplo, o que expõe informações de identificação pessoal, entre outros dados confidenciais.

 

Ataque DDoS

 

Um endpoint, quando falamos de interfaces, é uma das extremidades da conexão de APIs, na qual são recebidas as chamadas. São justamente os endpoints que costumam ser alvos de ataques de DDoS.

 

Nessa ameaça, um bot é utilizado para se infiltrar na API, com diversas solicitações sendo feitas em um endpoint. O objetivo é derrubar a tolerância dessas solicitações e afetar a capacidade de resposta, o que indisponibilizaria o serviço para os usuários.

 

Para proteger a sua API contra os ataques DDoS, uma boa medida é apostar na proteção de borda, que funciona como um filtro e monitora os dados da rede; e também em firewalls de aplicativos de web com WAAP.

 

Além disso, como toda aplicação web, as APIs estão sujeitas a alguns riscos em comum, como:

 

  • quebra de controle de acesso;
  • falhas no uso da criptografia;
  • design inseguro;
  • configuração insegura;
  • componentes desatualizados e vulneráveis;
  • falha na autenticação e identificação;
  • erros na integridade de dados e de software;
  • falsificação de solicitação do lado do servidor, ou SSRF — uma vulnerabilidade na qual um ataque força o servidor a executar solicitações em seu nome.

 

Quais são as melhores práticas para controlar os riscos à segurança de API?

 

Agora que já conhecemos os ataques, é o momento de descobrir as melhores práticas para garantir a segurança de API.

 

1. Autorização e autenticação

 

Uma boa medida é implementar outros padrões e métodos de autenticação e autorização para além dos básicos login de usuário e senha. A autenticação em duas etapas também é interessante, mas insuficiente para uma boa proteção.

 

Para isso, é possível aplicar a autenticação conhecida como HTTP Basic, simples e eficiente, a HTTP Digest (com uma boa dose de criptografia), bem como fazer a utilização de certificados digitais ou até mesmo a validação do acesso via token. O protocolo de internet OAuth também é uma boa opção.

 

2. Criptografia

 

A quebra da autenticação e as falhas na configuração de segurança na API podem acarretar o vazamento de dados pessoais e sensíveis dos usuários. Para evitar que isso ocorra, as soluções de criptografia são essenciais.

 

Um exemplo é a implementação de protocolos SSL/TLS e HTTPs, que são boas alternativas para garantir a privacidade no uso das APIs.

 

3. Monitoramento

 

Para identificar possíveis ameaças e prevenir o vazamento de dados, é fundamental monitorar a disponibilidade e o desempenho das APIs. Ao limitar o uso de funcionalidades, por meio de práticas como o throttling (redução do acesso) e o monitoramento de tráfego, será mais fácil identificar problemas.

 

4. Controle de dados no back end

 

Muitos desenvolvedores podem acabar se focando no front end para garantir a segurança de dados na API e esquecendo de estabelecer mecanismos para barrar as ameaças também no back end.

 

A proteção do tráfego de saída é crucial para neutralizar ameaças que já tenham superado as barreiras de acesso do front end. Assim, mesmo que a invasão seja bem-sucedida no primeiro momento, é sempre bom ter uma camada extra de proteção para limitar o trabalho dos criminosos.

 

5. Aplicação de testes de API

 

Além de tomar todas as precauções necessárias, é importante reservar tempo e espaço no orçamento para realizar testes e auditorias nas APIs. Para isso, certifique-se de registrar e guardar logs sobre as atividades realizadas com as aplicações.

 

Realize testes na sua infraestrutura e nas APIs para provar se as medidas são realmente eficientes e estão protegendo os dados.

 

6. Uso de padrões de segurança

 

Para não arriscar na segurança das aplicações, busque soluções que já tenham sido testadas e aprovadas pelos desenvolvedores. Assim, priorize aquelas que já são utilizadas por grandes empresas e têm os padrões de segurança que mostram sua eficiência.

 

Nesse caso, além do protocolo OAuth, que já mencionamos, outras opções bastante aceitas e elogiadas no mercado, que garantem a eficiência dos padrões de segurança, são a norma FIPs 140-2 e o padrão internacional Common Criteria.

 

Como você pôde ver, a segurança de API deve ser uma prioridade dentro das empresas. Isso porque essas interfaces realizam a integração entre diversas plataformas e podem ser invadidas por hackers, resultando em danos graves, como o roubo de dados. Logo, praticar medidas de prevenção é a melhor alternativa.